Missa marca comemoração dos 60 anos de instalação da Arquidiocese e o 60º aniversário de inauguração da Capital Federal

Os 60 anos de instalação da Arquidiocese de Brasília foram comemorados com Santa Missa em ação de graças na manhã desta terça-feira, 21/04, na Catedral Metropolitana

A celebração foi presidida pelo administrador desta Igreja, Dom Sergio da Rocha, e concelebrada pelos bispos auxiliares, Dom José Aparecido Gonçalves e Dom Marcony Vinícius Ferreira.

Na ocasião, também foram celebrados os 60 anos de fundação da Capital Federal, que foi sonhada e idealizada por Dom Bosco, mas que foi erguida e inaugurada somente no governo do presidente Juscelino Kubitschek (JK), em 1960.

Como tradicionalmente acontece nas celebrações desta data, a Liturgia foi animada pela banda Maranata e contou com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do vice-governador, Paco Brito, que estavam acompanhados pelas suas esposas.

O Arcebispo deu início à celebração rendendo graças a Deus pela oportunidade de celebrar essa festividade. E ainda declarou que, mesmo em tempos de pandemia e sem a comunidade, que costuma lotar o templo, a solenidade carrega a mesma relevância e por isso, não deve exprimir menor ação de graças, como declarou abaixo.

“Nós aqui expressamos imensa ação de graças a Deus! As limitações e a festividade de hoje não significam menor ação de graças, menor louvor a Deus. Ao contrário, nós aqui estamos louvando, bendizendo a Deus, por esses 60 anos de Brasília, pela inauguração da Capital Federal e pelos 60 anos da Instalação da Arquidiocese de Brasília. Motivo de louvor e gratidão e ação de graças a Deus. Nós bendizemos e agradecemos aqueles que estão construindo a história da nossa cidade, a história da nossa Arquidiocese, ontem e hoje”.

Já em sua homilia, o presidente da celebração fez memória ao início da construção de Brasília, relatando sobre a coincidência nas datas de instalação da Arquidiocese e inauguração da Capital. Para completar, o cardeal destacou como a Igreja tem contribuído com a cidade. Contribuição esta, que segundo ele, deu a Brasília o título de cidade acolhedora.

“Os 60 anos da inauguração de Brasília e de instalação da Arquidiocese de Brasília ocorridas na mesma data nos mostra, claramente, que a história de Brasília e a história da Arquidiocese estão entrelaçadas, de tal modo, que desde o início da nova Capital a Igreja já se fazia presente. A instalação da Arquidiocese no mesmo dia da inauguração de Brasília nos recorda a importância da fé para a Capital Federal, para o País. Desde os primórdios, a fé em Cristo brilha no DF. Desde os primórdios, a Igreja tem contribuindo para a construção de Brasília promovendo os valores cristãos que devem nortear os diversos âmbitos da vida social, dentre os quais a convivência pacífica, a acolhida fraterna, o diálogo, a justiça e a paz, o respeito, a honestidade, a vida e a família e a ética na política, colaborando assim para fazer de Brasília uma família que acolhe, generosamente, pessoas de diferentes origens e situações”, disse.



Prosseguindo em seu discurso, o cardeal abordou sobre o tema fé. Para Dom Sergio, a fé tem tido um papel fundamental na vida e na cultura do povo, contribuindo para moldar a identidade de cada região. Contudo, o presidente da celebração afirmou que essa crença não deve ser reduzida a um fato histórico ou cultural, por mais importante que possa e deva ser, e que se trata de algo existencial, um dado antropológico, que caracteriza a pessoa humana, como exemplificou no momento seguinte.

“Nós somos, por natureza, abertos a Deus. E permanecemos inquietos, enquanto não colocamos em Deus o sentido maior de nossa vida e nos nosso agir. Em Deus, no âmbito da fé nos encontramos a resposta mais profunda ao sentido da vida, a força para superar momentos difíceis, como os quais estamos vivendo com a pandemia”, citou.

Continuando, Dom Sergio refletiu sobre o momento difícil que a Capital, assim como todo o mundo enfrenta, por conta da pandemia da Covid-19.

“Nesse tempo sofrido de pandemia, somos chamados, ainda mais, a reconhecer que a vida é dom de Deus e, ao mesmo tempo, a vida é compromisso, é tarefa, é responsabilidade. Por isso, meu querido irmão, minha querida irmã, nós cuidamos desse dom precioso com responsabilidade, colaborando para preservar, não só a própria vida, mas a saúde e a vida do próximo, levando a sério as orientações tão importantes que têm sido dadas pelas autoridades de saúde pública, vale a pena os sacrifícios, as renúncias que fazemos para cuidar, não só da própria vida , mas para valorizar e cuidar da vida dos irmãos”.

Em seguida, o cardeal rogou a Deus pelas vítimas, indireta ou diretamente da Covid-19, e por todos que estão trabalhando para amenizar os efeitos do coronavírus.

“Quero aproveitar a oportunidade e, de modo especial, render louvor a todos os esforços que têm sido feitos pela superação pela pandemia, os esforços que têm sido empreendidos pelo governo do Distrito Federal, pelas autoridades e pela população do Distrito e do Brasil, mas de um modo especial, queremos render louvor a Deus, pela gente querida que tem se dedicado ao serviço do enfermos, particularmente por aqueles que sofrem por coronavírus. Nossa gratidão aos profissionais da saúde, na pessoa deles e a todos aqueles que, ao longo desses 60 anos, tem promovido a vida a saúde, a vida, o bem estar de nosso povo brasiliense”, completou.

Por fim, o arcebispo, mais uma vez, rendeu graças a Deus e aconselhou o rebanho a não deixar de olhar a história da Igreja, bem como a da Capital, com o tríplice olhar, como contou abaixo.

“Por tudo, nós damos graças a Deus, reconhecendo o infinito amor do Pai, manifestado em nossa história e, ao mesmo tempo, daqueles que contribuíram para edificar a Igreja no coração do Brasil desde o início da nova capital. E continuamos, como nas comemorações do jubileu, com o tríplice olhar: Para o passado, com ação de graça e gratidão; para o futuro, com esperança e para o presente com compromisso e responsabilidade, segundo os desígnios do Senhor e critérios de valores do Reino de Deus”, concluiu.
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Por: Colibri Comunicação

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